DUAS LIDERANÇAS GUARANI KAIOWÁ defenderam nesta segunda-feira (17) a demarcação de terras indígenas como uma das estratégias mais eficazes no combate às mudanças climáticas. A fala ocorre no momento em que o povo lamenta a morte de Vicente Fernandes, jovem Guarani Kaiowá assassinado com um tiro na cabeça durante ataque ocorrido na madrugada de domingo (16), em Iguatemi (MS).
“A gente está aqui para repudiar e trazer a voz na comunidade indígena, que a nossa luta não é só pelo território. Mas garantir o território é minimizar as mudanças climáticas”, afirmou Voninho Benites Pedro, durante protesto indígena hoje na capital paraense, onde ocorre a Cúpula do Clima da ONU, a COP30.
Braulio Kaiowá, outra liderança Guarani Kaiowá, reforçou que a violência em Mato Grosso do Sul atinge crianças, mulheres e anciãos, muitas vezes em ações policiais sem ordem judicial.
“O povo, as mulheres e as crianças estão sendo atacadas pela força policial do Estado. Isso é preocupante para nós.”
Durante ataque à retomada em Iguatemi, casas e utensílios domésticos foram queimados pelos jagunços, segundos a comunidade Kaiowá (Foto: Arquivo pessoal)
Para Braulio, a demarcação das terras tradicionais é fundamental para conter o avanço das mudanças climáticas e garantir a continuidade das florestas em pé.
“A gente luta para defender a biodiversidade, a natureza, para ter as florestas em pé. A demarcação das nossas terras ajuda a mitigar isso, porque nós somos os defensores da floresta”, disse.
Segundo os líderes indígenas presentes na COP, somente a garantia dos territórios permitirá proteger florestas e os modos de vida responsáveis pela preservação dos biomas brasileiros — uma tarefa que, afirmam, não estão conseguindo cumprir devido à violência e à paralisação das demarcações.
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Voninho lembra que o histórico de expulsões forçadas em Mato Grosso do Sul resultou em superlotação das atuais rese
