<![CDATA[As vendas das atividades varejistas mais impactadas pela Black Friday devem crescer 3%, em novembro, no Estado de São Paulo, atingindo R$ 82,7 bilhões [tabela 1], segundo projeções da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Apesar do desempenho positivo, há uma desaceleração no ritmo de expansão nas vendas do varejo paulista nos últimos meses. Um ano atrás, o faturamento cresceu 10% em relação ao mesmo período de 2023. [TABELA 1]Projeção de Vendas — Novembro de 2025 — Black FridayFonte: FecomercioSPDe acordo com a FecomercioSP, o desempenho previsto reflete um consumidor que continua comprando, porém com cautela, evitando gastos de maior valor. Esse comportamento se manifesta por meio de mais seletividade, compras menos impulsivas e substituição por produtos de linhas mais baratas. A postura mais prudente está relacionada aos juros elevados e à desaceleração do emprego formal — que reduz o ritmo de crescimento da massa salarial —, além das incertezas políticas em torno de 2026 e de seus possíveis reflexos fiscais e na confiança. A Black Friday continua influenciando o resultado do Comércio em novembro, mas não estimula todos os setores de forma uniforme. Um dos segmentos mais motivados pela data é o de vestuário, tecidos e calçados, com faturamento de R$ 11,68 bilhões e crescimento de 5,2%, refletindo a recomposição do setor em comparação com os anos anteriores, incentivada pelas promoções e pelo estímulo às reposições de peças. Além disso, as atividades de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos devem apresentar bom desempenho, com previsão de faturamento de R$ 10,08 bilhões e crescimento de 3,2% — uma alta moderada, considerando a relevância do segmento. Já as farmácias e perfumarias devem crescer 2,6%, alcançando R$ 13 bilhões em faturamento, o que indica estabilidade no consumo. A projeção é que os supermercados, por sua vez, apontem crescimento moderado, reflexo da estabilidade do consumo de massa, com faturamento superando R$ 46 bilhões, alta de 2,8% e ganho absoluto de R$ 1,26 bilhão. O setor, embora não dependa diretamente da Black Friday — já que responde mais ao aumento da massa de renda —, aproveita o evento para alavancar vendas de eletrônicos e alimentos de conveniência.Por outro lado, o segmento de móveis e decoração pode sofrer queda de 2%, com faturamento estimado em R$ 1,86 bilhão, o que indica que o consumidor ainda evita
