BELÉM (PA) — Indígenas e povos de santo entraram cantando, tocando tambores e defumando o ambiente com incenso para preparar o auditório do MPF (Ministério Público Federal) para receber o Tribunal dos Povos contra o Ecogenocídio, que começou nesta quinta-feira (13) na capital paraense.
O evento, que vai até esta sexta-feira (14), é promovido pela COP do Povo, movimento popular que faz um contraponto ao caráter governamental e corporativo da COP30, a conferência do clima da ONU que acontece até o próximo dia 21 em Belém.
“Esse país seria pior sem a resistência de vocês”, disse o procurador-chefe do MPF, Felipe Palha, ao recepcionar o grupo no auditório. Caciques, freiras, mães de santo e populações ameaçadas lotaram a plateia para ouvir relatos de 21 casos de violações ocorridas em vários locais do mundo, especialmente na Amazônia.
Caciques, freiras, mães de santo e populações ameaçadas lotaram a plateia para ouvir os relatos do Tribunal do Povo (Foto: Fernando Martinho/Repórter Brasil)
Os casos envolvem expulsões de terra, conflitos territoriais, impactos ambientais, contratos de créditos de carbono, dragagens de rios, violência no campo e grandes empreendimentos.
O tribunal é organizado por 38 entidades, entre elas, a Comissão Pastoral da Terra e o Instituto Zé Cláudio e Maria. É definido pelos organizadores como um espaço simbólico e político de denúncia, onde comunidades afetadas relatam violações diante de um júri composto por lideranças tradicionais, pesquisadores, juristas e organizações de direitos humanos.
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Mulheres quilombolas ameaçadas não viajaram a Belém por medo
Um dos casos apresentados na manhã desta quinta-feira (13) foi o do Território Quilombola do Rosário, na Ilha do Marajó (PA), relatado por Tarcísio Feitosa, da organização Forest & Finance. Ele afirmou que a comunidade remonta ao século 18, quando antepassados fugidos de uma fazen
